quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Quintal...saudade ou Utopia?



Um belo livro de iniciação à cultura e sabedoria popular, de Nair Spinelli Lauria.

Quem na infância não brincou de roda? E com ela descobriu que caranguejo não é peixe? Ou simplesmente atirou o pau no gato?  Chegou ao céu pulando de um pé só e se divertiu jogando pião. Foi pensando em resgatar e registrar como Patrimônio Imaterial Infantil Brasileiro, que a cantora e pesquisadora Nair Spinelli, a Nairzinha (como carinhosamente é conhecida), escreveu o livro “Quintal...saudade ou Utopia? ", que será lançado no próximo dia 24 de agosto, a partir das 18 horas, no Museu Carlos Costa Pinto, no Corredor da Vitória, em Salvador.  
O livro conta a história da Cultura da Brincadeira, em 15 capítulos com 280 páginas. A partir do ano de 1500, situa os índios, como viviam e vivem, como brincavam, como cantavam e como trabalhavam, qual sua estrutura de organização social e parte das palavras, brincadeiras, lendas vivas na nossa cultura até os dias de hoje. Como constatação as brincadeiras populares são uma herança clara da cultura indígena, dos negros e portugueses.
A autora reuniu cerca de 300 brincadeiras, histórias e canções com suas respectivas identidades. Nela aparece a história das brincadeiras como cultura de humanidade, seus caminhos e suas adaptações através dos tempos.  Segundo Nairzinha, a publicação desse livro faz parte do compromisso de devolver as crianças brasileiras, sua brincadeira através da escola e da família.
Para a Presidente do Conselho Editorial da EDUNEBA, professora Maria Nadja Nunes Bittencourt, a prática do folclore infantil com as crianças resgata nossa qualidade de brincantes, nos devolve a alegria das pequenas coisas. “Nossos olhos vão se encher do brilho das estrelas. Teremos medo somente do simbólico bicho-papão, do curupira, da mula sem cabeça. Nosso coração vai esquentar com o toque de outros corações e vamos rir, rir até não puder mais, de simples e pequeninas coisas” declara.
Nair Spinelli Lauria (Nairzinha) – Cantora, compositora, assistente social e pesquisadora do folclore infantil brasileiro há 40 anos. Idealizadora do programa Cirandando-Brasil que resgata, atualiza e devolve a cultura da brincadeira brasileira para crianças, seus pais e professores. No presente momento a pesquisadora possui contextualizadas - do ponto de vista étnico, histórico antropológico e musical, um acervo de 2.000 peças do folclore infantil brasileiro.